Inclui apenas artigos publicados na página 3 da Folha de São Paulo de junho de 2005 a junho de 2008:
Em 2 de junho de 2005 (antes, portanto, da célebre entrevista de Roberto Jefferson), no artigo “O governo será como um náufrago”, disse que o governo ia naufragar e que a Lula não restava mais nada a fazer senão continuar nadando para tentar agarrar a tábua de salvação do palanque de 2006.
Em 11 de agosto de 2005, no artigo “Salvando o governo do naufrágio”, mostrei que as únicas forças que poderiam salvar Lula do naufrágio eram o PSDB e o PFL.
Em 4 de outubro de 2005, no artigo “O problema é o caixa 3”, adverti que as oposições tinham deixado passar batido o depoimento de Duda, que incriminava diretamente o presidente, chamando a atenção para os riscos da tática oposicionista de sustentar Lula até o fim do seu mandato.
Em 16 de dezembro de 2005, no artigo “O falso dilema do impeachment”, mostrei que as oposições usaram indevidamente uma suposta impossibilidade do impeachment para legitimar sua decisão – já tomada – de sustentar Lula, advertindo para os perigos da estratégia de abandonar a política em troca da aposta, para lá de incerta, na loteria do calculismo eleitoreiro.
Em 23 de fevereiro de 2006, no artigo “O iminente suicídio do PSDB”, constatei o desastre que está resultando dessa trajetória insana das oposições, sobretudo do PSDB.
Em 13 de abril de 2006, no artigo “O impeachment necessário”, mostrei que não bastava vencer Lula eleitoralmente, sendo necessário também derrotá-lo politicamente, quer dizer, derrotar as concepções e as práticas que refletem o seu projeto de poder. E que só um movimento pelo impeachment teria força simbólica para sinalizar, para o conjunto da população, que o país mudou. Ocorreria algo semelhante àquele alto-astral que sucedeu ao impeachment de Collor, quando as pessoas começaram de novo a acreditar no Brasil, lavando a alma ao limpar o país da lama collorida.
Em 20 de junho de 2006, no artigo “Responsabilidade política”, afirmei que caminhávamos cabisbaixos, para o matadouro eleitoral, correndo o risco de ver consagrada a impunidade dos delinqüentes. Constatei, mais uma vez, que sem oposição política e sem mobilização da sociedade, sobraram apenas aqueles setores empreendedores que têm motivos diretos para defender a liberdade de iniciativa e para se preocupar com a democracia e com o desenvolvimento. E que se esses setores não começassem a exercer a sua responsabilidade política, depois seria muito tarde.
Em 24 de agosto de 2006, no artigo “A fórmula antidemocrática de Lula”, revelei que a estratégia lulopetista não era atacar as instituições de fora e sim conquistá-las por dentro. Afirmei também que, se a reeleição viesse, ela não seria o ocaso da carreira de Lula, e sim o passo inicial para uma tentativa de mudança autoritária das regras do jogo político que tem como objetivo lançar, sobre o terreno que foi preparado com a complacência das oposições, as bases de uma hegemonia neopopulista de longa duração no país.
Em 10 de outubro de 2006, no artigo “Decodificando Lula: basta inverter o sinal”, constatei que a estratégia da “revolução pela corrupção” colocou Lula e PT fora do campo da lei, observando que esses atores, embora ainda tivessem popularidade, não tinham mais qualquer legitimidade. E evidenciei, três lições do primeiro turno do processo eleitoral de 2006: 1) Não há congruência entre resultado eleitoral e justiça: ou seja, as urnas não podem distribuir justiça, não podem sancionar o mau comportamento, não podem zelar pela ética na política; 2) Uma força política não se desmancha por si mesma. Se estiver no poder, não se suicida. Se for uma quadrilha, não se desarticula na ausência de uma força que a desbarate; e 3) Lula é o PT: não há nenhuma diferença entre essas duas "entidades", estando, ambas, por serem uma só, envolvidas nos maiores escândalos da República.
Em 4 de janeiro de 2007, no artigo “Os parceiros simbiônticos”, constatei que iniciávamos o quinto ano da ‘Era Lula’ sem oposição partidária no Brasil e que, apostando todas as fichas na loteria do calculismo eleitoreiro, a oposição colheu o óbvio: consagrou a impunidade dos malfeitores e a continuidade da "sofisticada organização criminosa" que se instalou no Planalto. E, ainda, que só foi possível a eclosão do fenômeno político inédito que estamos vivendo no Brasil desde 2003, com Lula e o PT no poder, devido à existência de um partido com as características do PSDB – o qual, mutatis mutandis, havia cumprindo o papel de “Kerenski brasileiro”.
Em 3 de maio de 2007, no artigo “Confiança zero”, escrevi que, se a imprensa permanecer livre, o atual governo teria grandes chances de acabar mal. Ainda que as oposições tentem, mais uma vez, salvá-lo da ruína, os aliados fisiológicos de Lula se encarregarão (em parte involuntariamente, por razões de sobrevivência) da tarefa de corroê-lo. E previ que bastava que o (falso) governo de coalizão deste segundo mandato começasse a funcionar para que aparecessem novos sintomas de putrefação.
Em 6 de agosto de 2007, no artigo “Um governo sem muito futuro”, constatei que o país está nas mãos de bandidos e se multiplicam episódios de falta de controle e de acobertamento oficial dos mais variados crimes e irregularidades, chamando a atenção para a evidência de que a afronta de Renan à democracia e o apagão aéreo (então com mais duas centenas de vítimas) eram sintomas da mesma doença. E que o governo não conseguiria resistir muito tempo à exposição de suas mazelas pela mídia. De sorte que, se Lula não conseguir capturar ou amordaçar os meios de comunicação (como fez o aliado Chávez), tudo indica que seu governo não terá muito futuro.
Em 27 de setembro de 2007, no artigo “A farsa do mensalão mineiro”, mostrei que há um erro de projeto no lulopetismo. A alternativa de usar a democracia contra a democracia leva necessariamente à ditadura. Usar a alta popularidade de um líder populista para mudar "democraticamente" as regras do jogo seria exeqüível se não obrigasse, antes, a violar as regras do jogo (fazendo coisas como o mensalão ou caixa três). Ora, num país de imprensa livre, tal violação não pode passar despercebida. Logo, para isso dar certo, seria preciso restringir essa liberdade (como fez Chávez). Mas, se aqui não há condições de fazê-lo, então, mais cedo ou mais tarde, a operação toda desmorona (mas deixando implícita uma dúvida: e se houver?).
Em 18 de janeiro de 2008, no artigo “Lula, o venezuelano", mostrei que são os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas e que Lula, na verdade, não quer acabar com a pobreza, senão mantê-la e administrá-la, gerando uma imensa clientela de pré-cidadãos Estado-dependentes. Mostrei ainda que Lula é um "venezuelano" que quer, mas não pode se comportar como Chávez. Se tentasse "chavecar" por aqui, o problema estaria resolvido. Nossa sociedade, bem mais complexa, rejeitaria de pronto o tiranete. Lula é o Chávez possível nas condições do Brasil.
Em 4 de abril de 2008, no artigo “Esses caras são bandidos?”, mostrei que há um padrão na atuação do PT no governo e que esse padrão não pode ser outro senão o do bando que não respeita limites quando estão em jogo seus interesses. As oposições permitiram que chegássemos a esse ponto e que se instalasse o banditismo de Estado no Brasil. Foram deixando a coisa avançar, imaginando que os caras eram "players" normais do jogo político.
Em 26 de junho de 2008, no artigo “Ruth”, lamentei a morte de Ruth Cardoso: “Pobres de nós, que teremos de agüentar sozinhos, por muito tempo ainda, todos os efeitos associados à volta regressiva de um passado do qual ela quis se desvencilhar”.
Em 2 de junho de 2005 (antes, portanto, da célebre entrevista de Roberto Jefferson), no artigo “O governo será como um náufrago”, disse que o governo ia naufragar e que a Lula não restava mais nada a fazer senão continuar nadando para tentar agarrar a tábua de salvação do palanque de 2006.
Em 11 de agosto de 2005, no artigo “Salvando o governo do naufrágio”, mostrei que as únicas forças que poderiam salvar Lula do naufrágio eram o PSDB e o PFL.
Em 4 de outubro de 2005, no artigo “O problema é o caixa 3”, adverti que as oposições tinham deixado passar batido o depoimento de Duda, que incriminava diretamente o presidente, chamando a atenção para os riscos da tática oposicionista de sustentar Lula até o fim do seu mandato.
Em 16 de dezembro de 2005, no artigo “O falso dilema do impeachment”, mostrei que as oposições usaram indevidamente uma suposta impossibilidade do impeachment para legitimar sua decisão – já tomada – de sustentar Lula, advertindo para os perigos da estratégia de abandonar a política em troca da aposta, para lá de incerta, na loteria do calculismo eleitoreiro.
Em 23 de fevereiro de 2006, no artigo “O iminente suicídio do PSDB”, constatei o desastre que está resultando dessa trajetória insana das oposições, sobretudo do PSDB.
Em 13 de abril de 2006, no artigo “O impeachment necessário”, mostrei que não bastava vencer Lula eleitoralmente, sendo necessário também derrotá-lo politicamente, quer dizer, derrotar as concepções e as práticas que refletem o seu projeto de poder. E que só um movimento pelo impeachment teria força simbólica para sinalizar, para o conjunto da população, que o país mudou. Ocorreria algo semelhante àquele alto-astral que sucedeu ao impeachment de Collor, quando as pessoas começaram de novo a acreditar no Brasil, lavando a alma ao limpar o país da lama collorida.
Em 20 de junho de 2006, no artigo “Responsabilidade política”, afirmei que caminhávamos cabisbaixos, para o matadouro eleitoral, correndo o risco de ver consagrada a impunidade dos delinqüentes. Constatei, mais uma vez, que sem oposição política e sem mobilização da sociedade, sobraram apenas aqueles setores empreendedores que têm motivos diretos para defender a liberdade de iniciativa e para se preocupar com a democracia e com o desenvolvimento. E que se esses setores não começassem a exercer a sua responsabilidade política, depois seria muito tarde.
Em 24 de agosto de 2006, no artigo “A fórmula antidemocrática de Lula”, revelei que a estratégia lulopetista não era atacar as instituições de fora e sim conquistá-las por dentro. Afirmei também que, se a reeleição viesse, ela não seria o ocaso da carreira de Lula, e sim o passo inicial para uma tentativa de mudança autoritária das regras do jogo político que tem como objetivo lançar, sobre o terreno que foi preparado com a complacência das oposições, as bases de uma hegemonia neopopulista de longa duração no país.
Em 10 de outubro de 2006, no artigo “Decodificando Lula: basta inverter o sinal”, constatei que a estratégia da “revolução pela corrupção” colocou Lula e PT fora do campo da lei, observando que esses atores, embora ainda tivessem popularidade, não tinham mais qualquer legitimidade. E evidenciei, três lições do primeiro turno do processo eleitoral de 2006: 1) Não há congruência entre resultado eleitoral e justiça: ou seja, as urnas não podem distribuir justiça, não podem sancionar o mau comportamento, não podem zelar pela ética na política; 2) Uma força política não se desmancha por si mesma. Se estiver no poder, não se suicida. Se for uma quadrilha, não se desarticula na ausência de uma força que a desbarate; e 3) Lula é o PT: não há nenhuma diferença entre essas duas "entidades", estando, ambas, por serem uma só, envolvidas nos maiores escândalos da República.
Em 4 de janeiro de 2007, no artigo “Os parceiros simbiônticos”, constatei que iniciávamos o quinto ano da ‘Era Lula’ sem oposição partidária no Brasil e que, apostando todas as fichas na loteria do calculismo eleitoreiro, a oposição colheu o óbvio: consagrou a impunidade dos malfeitores e a continuidade da "sofisticada organização criminosa" que se instalou no Planalto. E, ainda, que só foi possível a eclosão do fenômeno político inédito que estamos vivendo no Brasil desde 2003, com Lula e o PT no poder, devido à existência de um partido com as características do PSDB – o qual, mutatis mutandis, havia cumprindo o papel de “Kerenski brasileiro”.
Em 3 de maio de 2007, no artigo “Confiança zero”, escrevi que, se a imprensa permanecer livre, o atual governo teria grandes chances de acabar mal. Ainda que as oposições tentem, mais uma vez, salvá-lo da ruína, os aliados fisiológicos de Lula se encarregarão (em parte involuntariamente, por razões de sobrevivência) da tarefa de corroê-lo. E previ que bastava que o (falso) governo de coalizão deste segundo mandato começasse a funcionar para que aparecessem novos sintomas de putrefação.
Em 6 de agosto de 2007, no artigo “Um governo sem muito futuro”, constatei que o país está nas mãos de bandidos e se multiplicam episódios de falta de controle e de acobertamento oficial dos mais variados crimes e irregularidades, chamando a atenção para a evidência de que a afronta de Renan à democracia e o apagão aéreo (então com mais duas centenas de vítimas) eram sintomas da mesma doença. E que o governo não conseguiria resistir muito tempo à exposição de suas mazelas pela mídia. De sorte que, se Lula não conseguir capturar ou amordaçar os meios de comunicação (como fez o aliado Chávez), tudo indica que seu governo não terá muito futuro.
Em 27 de setembro de 2007, no artigo “A farsa do mensalão mineiro”, mostrei que há um erro de projeto no lulopetismo. A alternativa de usar a democracia contra a democracia leva necessariamente à ditadura. Usar a alta popularidade de um líder populista para mudar "democraticamente" as regras do jogo seria exeqüível se não obrigasse, antes, a violar as regras do jogo (fazendo coisas como o mensalão ou caixa três). Ora, num país de imprensa livre, tal violação não pode passar despercebida. Logo, para isso dar certo, seria preciso restringir essa liberdade (como fez Chávez). Mas, se aqui não há condições de fazê-lo, então, mais cedo ou mais tarde, a operação toda desmorona (mas deixando implícita uma dúvida: e se houver?).
Em 18 de janeiro de 2008, no artigo “Lula, o venezuelano", mostrei que são os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas e que Lula, na verdade, não quer acabar com a pobreza, senão mantê-la e administrá-la, gerando uma imensa clientela de pré-cidadãos Estado-dependentes. Mostrei ainda que Lula é um "venezuelano" que quer, mas não pode se comportar como Chávez. Se tentasse "chavecar" por aqui, o problema estaria resolvido. Nossa sociedade, bem mais complexa, rejeitaria de pronto o tiranete. Lula é o Chávez possível nas condições do Brasil.
Em 4 de abril de 2008, no artigo “Esses caras são bandidos?”, mostrei que há um padrão na atuação do PT no governo e que esse padrão não pode ser outro senão o do bando que não respeita limites quando estão em jogo seus interesses. As oposições permitiram que chegássemos a esse ponto e que se instalasse o banditismo de Estado no Brasil. Foram deixando a coisa avançar, imaginando que os caras eram "players" normais do jogo político.
Em 26 de junho de 2008, no artigo “Ruth”, lamentei a morte de Ruth Cardoso: “Pobres de nós, que teremos de agüentar sozinhos, por muito tempo ainda, todos os efeitos associados à volta regressiva de um passado do qual ela quis se desvencilhar”.
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